Por que sentimos ciúmes?


Cada vez mais pessoas chegam aos consultórios atormentadas pelo ciúme. São comuns frases como “sei que estou errado, mas quando vejo já falei” “não sei se tenho motivo, mas não sei me controlar”

O ciúme é um sentimento comum nas mais diversas relações, mas quando há algo que foge ao controle isso sim é motivo de atenção.

As causas podem ser variadas: uma autoimagem debilitada, abandonos anteriores, sensação de posse do parceiro, entre outros. Mas, ainda que os motivos para a cena do ciumento possam ser variados há algo de comum: a certeza.

O ciumento tem certeza, mesmo que momentânea e imaginária, que o seu parceiro está perdido. Seu parceiro tem outro, existe um terceiro. O ciumento não acredita que pode ser amado e se ele não pode ser amado pelo seu parceiro, então, só há uma certeza: há outro.

O casal atormentado pelo ciúme nunca está sozinho.

Por isso é tão importante que o sujeito acometido por esse ciúme incontrolável busque terapia e que nesse processo ele possa descobrir quais motivos o fazem desacreditar que ele pode ser amado. E por que frente a essa ausência ele preenche o espaço com uma terceira pessoa?

O ponto não é se seu parceiro tem outra pessoa e sim o seu sofrimento com essa cena. É nesse processo de análise que o sujeito poderá se permitir questionar suas crenças.

A certeza do ciumento asfixia e a terapia poderá fazê-lo voltar a respirar.